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Conheça Zenão de Cítio: O filósofo fundador do Estoicismo

Mateus R. Carvalho

O que aconteceria se Zenão de Cítio fosse igual a todos os filósofos da época dele?

A resposta: Nem você e nem eu jamais teríamos ouvido falar sobre Estoicismo.

Sim, conhecer a história de Zenão é sempre importante para quem estuda o Estoicismo.

Mas existe uma importância muito maior, e que passa despercebida aos nossos olhos. Existe um detalhe muito pequeno e muito sutil na história dele, que quando eu te contar talvez você mude 100% a forma como você enxerga sua própria vida.

Estou falando por experiência própria.

Quando pensei em escrever esse artigo, a princípio eu tinha em mente fazer uma simples biografia do pai do Estoicismo:

Zenão de Cítio foi um ex-mercador fenício e filósofo grego do período helenístico responsável pela criação do Estoicismo. Nasceu na Fenícia em 333 a.C., se mudou para Atenas aos 30 anos de idade, onde fundou sua escola em uma Stoa Poikile e lecionou sua filosofia até sua morte em 263 a.C. [...] 💤

Mas à medida que fui me aprofundando em sua vida, percebi que há muito mais a ser aprendido com ele do que apenas a sua filosofia.

Em resumo: Zenão foi um sujeito que tinha tudo para dar errado. E ainda assim, aqui estou eu, quase 2.500 anos depois, escrevendo sobre ele e estudando seus pensamentos.

Nesse artigo você vai aprender:

A diferença entre Zenão e os outros Filósofos

A tragédia de Zenão

O contato com a filosofia — Seus mestres e mentores

O Zenonismo - seus ensinamentos, princípios e citações

O Estoicismo romano e o Estoicismo moderno

O que Zenão não sabia

Enfim, vamos ao que interessa...

A diferença entre Zenão e os outros Filósofos

Qual é a primeira imagem que vem à sua cabeça quando você pensa em um filosofo grego?

Você também pensa em um sujeito barbudo, com cabelos encaracolados, usando uma toga e que revela seus músculos torneados? Tipo essa estátua aqui:

Estátua de Sócrates na Academia de Atenas, por Leonidas Drosis
Estátua de Sócrates na Academia de Atenas, por Leonidas Drosis

Essa é normalmente a primeira imagem que vem à minha cabeça também.

Isso acontece porque os gregos antigos tinham uma fascinação estética pelo corpo humano. Eles não só esculpiam esculturas musculosos como também perseguiam um corpo perfeito. Sim, a maioria dos gregos da antiguidade tinha corpos esculturais.

Se você achava que bodybuilding era uma moda recente, é que você não conheceu Platão pra valer. O homem, além de ser um dos principais pensadores da história, ainda era atleta e campeão olímpico.

Pois bem, mas o que tem a ver o corpo torneado de Platão com surgimento o Estoicismo? — você deve estar se perguntando...

A verdade é que essas duas coisas não têm uma relação direta. A não ser pelo fato de que Zenão era exatamente o oposto de Platão.

Era um sujeito torto, magro e meio estranho. Diferente dos outros filósofos da sua época, só foi saber o que era filosofia quando já tinha 30 anos de idade.

Sabe aquele pequeno detalhe sobre a vida de Zenão que eu comentei? Então, é esse: ele não tem superpoderes. Não nasceu rico como a maioria dos filósofos, não foi dotado de uma sabedoria sobre-humana, como alguns gênios, não teve os melhores professores desde cedo, como os outros intelectuais…

Mas é justamente o fato de Zenão não ter tido superpoderes que tornou o Estoicismo tão poderoso.

Toda vez que nós pensamos em alguém que marcou a história, ou alguém bem-sucedido, é muito fácil criarmos uma imagem romantizada na nossa cabeça: imaginamos alguém forte, frio, inabalável, independente, autodidata... dentre outras hipérboles e aumentativos.

Mas essa imagem não é a de Zenão.

Mesmo sendo uma pessoa meio esquisita, franzina e azarada, Zenão foi responsável por criar a escola de filosofia que influenciou imperadores, governantes e líderes ao redor de todo o mundo mesmo séculos após sua criação.

Eu quero que você mantenha essa imagem em mente quando formos nos aprofundar na vida de Zenão. Esse contraste é muito importante para entender não só o Estoicismo, mas para você entender você mesmo.

Lembre-se que são pessoas ordinárias que fazem do mundo algo extraordinário.

Então para entendermos como um homem ordinário como Zenão fundou essa filosofia extraordinária, precisamos olhar para a sua origem.

A tragédia de Zenão

Zenão nasceu em 333 a.C. na Fenícia, região onde hoje é o Líbano. Os fenícios tinham uma localização geográfica privilegiada e uma terra muito fértil para a agricultura — tudo de que precisavam para serem bons comerciantes.

Ser mercador era comum entre eles. Muitos dos fenícios seguiam essa profissão, e não foi diferente com o Zenão. 

Zenão de Cítio passou boa parte de sua vida fazendo uma rota no mar mediterrâneo entre Creta e Fenícia para levar e vender suas mercadorias.

Essas idas e voltas rendiam-lhe bons pagamentos e sustentavam sua vida.

Mas alguma coisa perturbava Zenão. Ele sentia que alguma coisa faltava em sua vida.

Em uma dessas viagens, então, ao atracar em uma cidade pelo meio do caminho, ele decide visitar um sábio local:

— O que a fortuna reservou para mim? — pergunta Zenão ao sábio.

— Não haverá fortuna para você até que se entregue mais às águas do conhecimento do que as águas do mediterrâneo. — respondeu-lhe o sábio com tom de indiferença.

Detalhe: não foi exatamente esse o diálogo entre os dois. Essa é uma interpretação um pouco mais teatral que eu fiz dos relatos de Diógenes Laércio.

Segundo detalhe: o Diógenes, inclusive, é quem merece os créditos por este artigo. Ele era um historiador na época da grécia antiga. Quase tudo que se sabe sobre Zenão hoje em dia vem da biografia que ele escreveu.

O conselho o sábio lhe deu era referente à necessidade de adquirir conhecimento. Desde Sócrates e Platão, o conhecimento e a sabedoria são entendidos como a chave para a liberdade dos homens. E era isso que faltava para nosso herói fenício. Ele estava aprisionado em si próprio pela falta de conhecimento.

Zenão, então, sai da tenda do sábio com o conselho em mente, mas sem saber exatamente o que fazer. Ele era um homem que nunca estudou filosofia até aquele momento. Provavelmente seus pensamentos se encheram de dúvidas como: por onde começar a estudar? Qual livro ler primeiro? Quem procurar para ser seu professor?

Mas mesmo dúvidas poderosíssimas como essas não foram suficientes para mudar o rumo da vida de Zenão. Ele permaneceu na profissão de mercador por mais alguns anos, indo da Fenícia à Creta e de volta de Creta à Fenícia.

Assim o tempo foi passando até ele enfim completar 30 anos. E talvez outros 30 anos poderiam se passar da mesma forma. Mas um acidente que estava para acontecer mudaria para sempre a vida do nosso herói.

Durante uma das travessias pelo mar mediterrâneo, Zenão, como de costume, levava grande parte das suas mercadorias consigo em seu pequeno barco. Novamente seu destino era Creta… mas foi outro destino que o acometeu.

No meio do caminho, seu barco foi arrebatado por uma tempestade tão violenta que rachou o casco do navio e o afundou, junto com todas as mercadorias, para as profundezas do mar.

Zenão sobreviveu ileso. Mas em sua cabeça, havia uma dúvida fatal: o que é um mercador sem suas mercadorias?

Sua perda foi muito significativa não para ele. Pois foi quando Zenão se viu sem nada que ele percebeu o real ensinamento que aquele sábio quis lhe passar:

Um mercador sem mercadorias deixa de ser mercador. Mas um médico sem instrumentos, continua a ser médico. Um professor sem sala de aula, continua sendo professor… Um sábio nunca deixa de ser sábio. Coisas materiais vêm e vão, mas a sabedoria que acumulamos jamais pode ser tirada de nós.

Depois dessa suposta tragédia, Zenão chega à Atenas com um propósito muito claro em mente: ele estudaria para ser um sábio. Decide, então, frequentar uma livraria e começa a ler diversos livros de filosofia

Não sabemos exatamente quais ele leu, mas é certo que leu tanto os socráticos quanto os pré-socráticos (que eram os principais pensadores publicados até então). E foram as ideias de Sócrates que lhe instigaram a mergulhar de vez na filosofia:

— Onde posso encontrar alguém que me ensine mais sobre esses livros — pergunta Zenão ao dono da livraria.

Naquele momento, o dono da livraria vê passando, do outro lado da rua, o próprio Crates de Tebas (um dos principais filósofos e pensadores da grécia na época de Zenão). Com o indicador levantado, o livreiro responde:

— Siga aquele homem

E Zenão, que provavelmente não sabia o que eram figuras de linguagem e nem metáforas, fez literalmente o que lhe recomendou o dono da livraria. Por alguns anos, Zenão foi um dos discípulos de Crates.

O contato com a filosofia — Seus mestres e mentores

Não existe nenhum conhecimento na terra que surja do nada. Não existe essa ideia de inspiração espontânea. Ninguém acorda de repente, em uma manhã qualquer, e produz uma obra prima do pensamento.

Foram bons anos de estudos, meditações, leituras e reflexões que levaram Zenão do seu estado de ignorância ao patamar de filósofo Estoico.

Para entender essa trajetória e entendermos profundamente como surgiu o Estoicismo, precisamos olhar para os mestres e professores de Zenão. Vamos entender quais foram suas fontes de inspiração:

O desprezo material de Heráclito de Éfeso

Heráclito foi um dos grandes filósofos pré-socráticos. Se formos entrar nos pormenores da sua origem, precisaremos de um outro artigo inteiro. O que é importante destacar da sua vida é que os Efésios tinham paixão pelo poder e por bens materiais: exatamente o oposto de Heráclito.

Ele tinha aversão a esses dois e justamente por isso se retirou para Mileto para estudar com outros grandes filósofos da sua época.

Assim como outros pensadores pré-socrático, Heráclito parte do princípio de que:

“Tudo flui, tudo se move. Nada permanece igual, exceto o próprio movimento.”

A filosofia de Heráclito, é claro, vai muito além dessa frase. Ele também defende que a mudança que acontece em todas as coisas é sempre uma alternância entre opostos:

  • O que está quente esfria, o que está frio, esquenta;
  • O úmido fica seco e o seco umedece.

A realidade, para ele, não se resume a um dos opostos, mas ao constante movimento de um oposto ao outro.

Nós conseguimos perceber essa ideia facilmente no princípio de Amor Fati. Pois se tudo é mudança, nada do que conhecemos hoje será o mesmo amanhã. Portanto, não há porque relutar contra o inevitável.

O conceito de amar as situações independente da maneira como aconteçam tem suas origens em Heráclito, mas foram muito mais desenvolvidas por Zenão e seu discípulos ao longo do tempo.

O cinismo de Crates de Tebas

O Cinismo foi uma escola pós-socrática que se desenvolveu muito na grécia. Pois diferente do platonismo, por exemplo, os ensinamentos cínicos eram mais simples e aplicáveis. Chegou a se tornar uma filosofia bastante popular, adotada por grande parte dos gregos.

Mas por conta do excesso de ceticismo, não conseguiu conquistar a simpatia de líderes e grandes governantes da época. A filosofia cínica, então, foi perdendo força ao longo da história e deu lugar ao Estoicismo.

Resumidamente, os cínicos defendiam que:

  • O grande objetivo de vida de uma pessoa é sempre a eudaimonia: atingir a felicidade absoluta através da elevação intelectual e moral;
  • Só é possível alcançar a eudaimonia quando se vive de acordo com a natureza;
  • Para que a pessoa saiba como viver de acordo, é preciso exercitar a lógica;
  • Todo sofrimento é causado por falsos julgamentos de valor, que geram emoções negativas e desejos não naturais (geram vício);
  • A eudaimonia depende da autossuficiência, que só pode ser atingida através da ataraxia (serenidade derivada da indiferença com desejos e as paixões da vida);
  • A evolução moral depende de práticas ascéticas, que permitem se desapegar de influências externas, como riqueza, fama ou poder;
  • Um cínico pratica o desapego com tradições e costumes;
  • A maior sabedoria está na ação, não no pensamento.

Até aqui o cinismo e Estoicismo parecem muito similares entre si. Mas existe um ponto principal de distanciamento:

Viver de acordo com a natureza, para os cínicos, era sinônimo de afastamento social. Significava se retirar para fora da cidade e viver conforme os instintos.

Enquanto isso, o Estoicismo se desenvolveu para uma linha um pouco mais cosmopolita. Para os Estoicos, a natureza humana não é selvagem, mas civilizada. Ou seja, é possível encontrar a eudaimonia através do convívio com outras pessoas.

A teoria das formas de Platão

Zenão também teve grande influência por parte de Platão. Conta-se que ele se inspirou tanto na República platônica que chegou a escrever sua própria versão do livro. Tanto a teoria das formas de Platão quanto sua compreensão de como deveria funcionar o convívio social foram determinantes para o pensamento Estoico.

Talvez você conheça a Alegoria da Caverna, onde o mundo dos homens é dividido em dois:

  1. Mundo Sensível;
  2. Mundo as Ideias (ou das formas).

Segundo Platão, o mundo sensível é aquele que nós percebemos através dos nossos sentidos (visão, tato, olfato, audição e paladar). Mas esse não é o mundo real. Para ele, só o que percebemos no mundo sensível são as sombras das verdadeiras formas que habitam o mundo das ideias. É nesse segundo mundo em que estão as formas verdadeiras. São as formas que permitem que as coisas se concretizem no mundo sensível.

Essa teoria das formas tem muito a dizer com a forma que Zenão enxerga a natureza, o ser humano e a maneira como devemos viver. Veremos a seguir como ele transformou essas teorias no Estoicismo.

O Zenonismo - seus ensinamentos, princípios e citações

Pois bem, agora que entendemos sobre as origens desse pensador tão único, podemos explorar de vez os pensamentos que ele produziu.

Em primeiro lugar, é importante dizer que o Estoicismo que conhecemos hoje não é exatamente igual ao que Zenão propôs. O Estoicismo que conhecemos hoje foi muito mais trabalhado e desenvolvido pelos romanos que vieram depois de Zenão.

Contudo, sua filosofia é a base dessa escola de pensamento. E olhar para essa base ajuda a compreender mais profundamente o Estoicismo.

Inicialmente, a doutrina Zenão era conhecida por zenonismo, como é comum de acontecer com pensadores gregos. Normalmente suas filosofias ganham seu nome (ex.: epicurismo e platonismo). Mas diferentemente das outras escolas de pensamento, começaram a surgir novos mestres do zenonismo muito cedo. Discípulos de Zenão, como foi o caso de Crísipo, começaram a lecionar também.

Essas aulas e lições eram sempre ministradas em uma Stao Poikile, que equivale a uma varanda pintada. Essa Stoa era um local com fácil acesso ao público. Além de ficar debaixo de um pórtico famoso em Atenas, a varanda ficava acessível ao público da rua. Isso significa que qualquer pessoa que passasse por ali poderia ouvir e aprender sobre aquela filosofia.

Com a popularização da filosofia e com o número crescente de praticantes, com o tempo todos aqueles que se reunião na Stoa começaram a ser chamados de stoics ou, em português, Estoicos.

Sobre a maneira como a filosofia foi pensada, Zenão dividiu o Estoicismo em três principais áreas do conhecimento: Física, Lógica e Ética. 

  • A Física seria a matéria que estuda a natureza. Não apenas as leis físicas da natureza, mas toda a divindade que a natureza tinha para os gregos antigos. Dentro desse campo também seriam estudados a natureza do ser humano e a natureza da fortuna (destino).
  • A Lógica seria a capacidade humana de entender a natureza. Lógica vem de Logos que também pode ser entendido como Cognição. Então essa matéria seria dedicada ao desenvolvimento intelectual, ou como os Estoicos costumavam dizer: ao ganho de sabedoria.
  • A Ética seria a qualidade moral do ser humano. É a área de conhecimento que permite o aprimoramento dos nossos comportamentos, caráter, valores e virtudes.

Quando Zenão se dedicou à filosofia, ele compreendeu um dos mais antigos e importantes conhecimentos: Zenão entendeu que se a nossa mente estiver em paz, uma paz imperturbável, não há nada ao nosso redor que pode roubar nossa felicidade.

Por causa desse entendimento, ele se dedicou ao estudo dessa tríade que para ele era o suficiente para entender o mundo e o ser humano.

  • Estudar a natureza permite viver de acordo com ela.
  • Estudar lógica aumenta a capacidade de sabedoria.
  • Estudar ética ajuda a viver melhor em meio às outras pessoas.

Ao entender como o mundo funciona através da Física, Zenão poderia utilizar a Lógica para derivar qual é a melhor forma de viver de acordo com a natureza e, por fim, definir princípios morais e virtudes que compõe a Ética.

O Estoicismo romano e o Estoicismo moderno

Talvez aqui você se pergunte: se Zenão propôs três áreas de estudo para o Estoicismo, por que hoje em dia nós só estudamos a ética?

Acontece que na época de Zenão a física, a química, a biologia, a matemática, a psicologia e uma série de outras faculdades do conhecimento não estavam tão bem desenvolvidas.

Hoje em dia nós temos muito mais informação e conhecimento sobre particularidades da natureza e da cognição humana. Conhecimentos que Zenão e os gregos antigos jamais poderiam imaginar.

Contudo, a proposta para o desenvolvimento ético e moral continua intacta. Alguns pensadores modernos como William B. Irvine costumam dizer que, de certa forma, os Estoicos chegaram às respostas certas de como viver bem através de perguntas e lógicas imprecisas.

Além disso, existe outro fator que foi determinante para a ética Estoica ganhar força: o Estoicismo foi a principal linha de pensamento de todo o império romano.

Os romanos foram os grandes responsáveis por sofisticar valores éticos, morais, o caráter e as virtudes do Estoicismo. É por isso que hoje conhecemos muito mais Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio do que Zenão e Crísipo, por exemplo.

Para entrar em detalhes sobre quais são essas respostas que os Estoicos encontraram, eu preciso de um outro artigo inteiro. Então em breve vou lançar um outro conteúdo somente sobre as virtudes Estoicas, dicotomia de controle, amor fati, memento mori e assim por diante.

O que Zenão não sabia

Depois de estudar a trajetória de Zenão através da filosofia, de uma coisa eu tenho certeza: ele não fazia ideia que seu pensamento chegaria tão longe.

Nenhum pensador, de fato, consegue saber qual será o impacto das suas ideias no mundo.

Na verdade, ninguém, em geral, consegue saber qual será o seu impacto no mundo.

E esse é o ponto mais encantador da história de Zenão. Ele não estudou filosofia porque queria ser reconhecido ou porque queria que todos conhecessem seu pensamento. Ele foi para a filosofia porque era o que faria ele feliz e íntegro.

Zenão abriu mão de um estilo de vida seguro, que era ser comerciante. Se ele quisesse, poderia passar a vida inteira fazendo aquela mesma rota. Inclusive, mesmo depois do naufrágio não seria difícil ele se reerguer. Os fenícios estavam acostumados àquela vida. Seria uma questão de tempo até que ele voltasse a navegar.

Mas o que ele fez foi muito mais ousado: ele se entregou àquilo que ele realmente acreditava.

O que a história dele nos conta é que a vida é uma só. E essa vida acontece em um único momento: no presente.

Não há como mudar o passado ou adivinhar o futuro. Tudo que podemos fazer se resume a esse exato momento. Portanto não vale a pena passar nem um momento sequer fazendo aquilo que não te preenche.

Se você persegue uma vida plena e feliz, faça como Zenão: pule do barco que você sabe que está afundando e mergulhe de cabeça em algo que você de fato acredita.

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