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A jornada para se tornar um profissional de sucesso

Icaro Moro

Esse não é mais um artigo com o passo-a-passo para se tornar um profissional de sucesso. Esse é um post-mortem sobre como eu fracassei, e como foi esse fracasso que de fato me ensinou a ser de fato um profissional melhor.

Quero compartilhar os aprendizados mais ricos que tive com essa experiência. Aprendizados que me permitiram evoluir pessoalmente e tomar decisões melhores para minha vida.

O que de fato me levou ao fracasso não foi a falta de conhecimentos técnicos ou a falta de informação. Eu fracassei por culpa de comportamentos tóxicos que eu mantinha.

Até aquele momento eu me autossabotava de formas sutis, porém terríveis. Como resultado disso, eu terminava sempre encurralado entre meu ego gigante e mudanças necessárias que eu me recusava em fazer.

Mas, para contar essa história direito e explicar porque aqueles comportamentos eram tão problemáticos, eu farei uma pequena introdução sobre minha trajetória profissional em Marketing.

Não se preocupe se você não estiver familiarizado com termos de marketing. Eu só usarei nomes como growth e datadriven para ilustrar melhor a história.

Depois dessa breve introdução, irei direto para os comportamentos, explicando exatamente o porquê eram danosos e o que eu poderia ter feito para resolvê-los.

I

Não conheço nenhuma criança que se os pais perguntassem: “o que você quer ser quando crescer?”, responderia “quero ser growth hacker, papai!”

O que é uma pena…

Se eu, quando criança, soubesse quão divertido e empolgante é trabalhar com growth, certamente teria dedicado minha adolescência para estudar sobre isso.

Mas eu não sabia.

E eu não sabia por uma única razão: quando eu era criança não haviam growth hackers (ou, pelo menos, não como hoje).

Essa é uma daquelas profissões chamamos de profissões do futuro.

Diferentemente de engenharia, medicina, direito ou qualquer outra profissão tradicional, você não precisa de 7 anos de estudo (no mínimo) para começar a trabalhar.

Marketing é hoje o que a propaganda foi para a década de 60 nos Estados Unidos: não se tratava de ter diploma, mas de ter resultados. Naquela época, se você soubesse criar propagandas marcantes que melhorassem a imagem de uma marca, não demoraria muito para chegar à Madison Street.

A única diferença é que hoje o marketing é Data Driven. Growth tem a ver com análise dados, identificação de padrões e tomada de decisões. Trata-se basicamente de escalar um negócio para valer. E essa é a parte mais divertida.

“Trabalhar melhorias em tempo real?”, eu me dizia, “mensurar o resultado de uma ação quase instantaneamente? Virar um estrategista digital?” — como não aproveitar essa oportunidade?

Foi justamente essa a ideia que me brilhou os olhos.

II 

Quando eu ouvi falar sobre growth hacking pela primeira vez eu já tinha 23 anos. Não dava mais tempo de ser um sonho de criança, mas certamente daria tempo de ser um salto de carreira.

Minha única experiência até então era com vendas B2B. E a minha carreira não era muita expressiva; eu conseguia bater a meta de vez em quando, mas nunca atingia números admiráveis. Eram resultados que me envergonhavam bastante, mas nunca adimiti isso.

Tudo o que eu pensava era que precisava de uma mudança significativa de carreira se quisesse ser alguém. E quanto mais eu lia sobre growth e marketing, mais eu me convencia que aquela era a mudança que eu precisava.

De tudo que li, o que mais me convencia era a ideia de que “qualquer pessoa pode atuar em marketing.” Àquela altura, eu era essa qualquer pessoa.

Eu era apenas mais um em uma multidão de profissionais. Na minha visão, meu currículo era “cinza”: não havia nada para me orgulhar nem nada para me destacar. Eu era um simples vendedor à deriva.

Tornar-me growth hacker parecia cada vez mais a grande chance da minha vida. 

Por fim, depois de alguns meses pensando sobre o assunto, eu estava decidido: eu seria marketeiro!

Deixei a empresa que eu trabalhava como vendedor em setembro de 2018 e comecei a atuar como growth em fevereiro de 2019.

III

Vou fazer um corte seco aqui só para a história ter mais sentido:

Quando saí da área de vendas, eu também voltei para São Paulo. E por que São Paulo? Porque aqui é a terra da oportunidade?

Não — voltei para São Paulo porque é onde meus pais moravam. Eu não confiava em mim o suficiente para acreditar que eu me recolocaria tão rápido.

Quando cheguei em SP eu comecei a fazer freelas de conteúdo. — De novo, não porque a habilidade de escrita é importante para ser profissional de growth, mas porque eu não acreditava que conseguiria entrar na área tão de imediato.

Mas, para minha surpresa, as coisas caminharam rápido por aqui: em dezembro um amigo me marcou num post no linkedin. O CEO de uma HR Tech precisava de conteúdo.

Ele entrou em contato comigo, nós conversamos, ele contratou meus textos e gostou do meu trabalho. Depois de dois meses fornecendo conteúdo, ele me fez uma proposta:

“Vem ser growth hacker na minha startup”

Eu disse “sim”, é claro.

Mas o que eu não disse até agora é que essa vontade de ser growth hacker foi a maior mentira que eu já contei para mim mesmo. E essa história dos tópicos I e II foi a que eu contei para esse CEO (tirando o fato de eu ter números insuficientes ou de ser inseguro, é claro).

Eu criei a melhor história sobre mim mesmo que eu pude pensar naquele momento. E foi aqui que começou o problema da minha carreira em growth.

Eu estava indo atrás de segurança e estabilidade. Trabalhar em vendas consistia em uma provação constante de mim mesmo. Eu acreditava que atuar em growth seria mais fácil. Mal sabia eu que ser growth é sinônimo de tomar risco — e as coisas são mais tensas do que parecem.

Eu falhei em growth  — falhei miseravelmente, diga-se de passagem. Porém foi justamente quando fracassei que me tornei um profissional de verdade..

IV

O fracasso está sempre vinculado a comportamento.

A diferença entre fracasso e sucesso está na forma que você lida com erros e derrotas. O Sucesso é fruto de repetidas tentativas, por caminhos diferentes. O Fracasso é resultado da desistência repentina.

O que me fez fracassar como, portanto, foi eu ter saído depois de apenas 6 meses de empresa.

Mas eu não saí por pura desistência. Eu me vi forçado a sair quando, ao perceber no sexto mês os comportamentos que listei aqui embaixo, não fazia mais sentido continuar fingindo que estava tudo bem. Eu precisava sair e me desafiar de verdade.

Para ficar mais didático, eu nomeei cada um dos três comportamentos que me levaram ao fracasso. Dentro deles há meditações minhas sobre porque eram tão danosos para mim. E por fim, uma reflexão sobre o que eu deveria ter feito e que passei a fazer desde então para nunca mais me autossabotar daquela maneira.

Evitar conversas difíceis

É muito fácil debater ou discordar de alguém quando se está numa roda de amigos. Entre amigos não há perigo. Entre amigos não há hierarquia. O pior que pode acontecer quando se discute com um amigo é essa pessoa ficar um tempo sem falar contigo.

Mas quando você está dentro de uma empresa, ter conversas áridas e cheias de atrito não é tão fácil assim. Contudo, é justamente nesse ambiente que esse tipo de conversa é mais importante.

O avanço, o progresso e a inovação não surgem do consenso. Quando todos concordam em algo, não há motivo nenhum para propor mudança. E tudo que não muda ou se não transforma está fadado a definhar e desaparecer.

Quando eu comecei a ser profissional de growth, eu já sabia disso. Sabia que as maiores ideias de negócio surgem do conflito de ideias.

Mas mesmo assim eu fugia dessas conversas.

E por que eu fugia?

Porque eu tinha medo de ser demitido.

Permita-me ilustrar dois cenários para explicar o porquê esse meu medo e essa minha fuga me levaram ao fracasso:

Primeiro cenário: Há menos Estoicos hoje do que havia em Roma Antiga.

Eu não teria o menor medo de ter uma conversa difícil com Sêneca. Isso porque Senêca saberia se controlar mesmo em qualquer situação, inclusive em uma conversa acalorada.

Mas não estamos em Roma. E a grande maioria das pessoas de hoje não são Estoicas (o que é uma pena).

Ou seja, se você iniciar uma discussão, deve saber que a outra pessoa talvez não saiba como debater ideias sem levar essa discussão para o lado pessoal. Talvez a outra pessoa não saiba como controlar suas emoções e fique irritada contigo.

Quando essa outra pessoa é o seu chefe, alguém que tem poder para te demitir, durante a discussão a sua demissão estará sempre sobre a mesa.

Era isso que eu mais temia e por isso eu abstinha de ter conversas difíceis.

Contudo, se eu sou o Estoico da relação, conduzir uma conversa civilizada e inteligente é sempre a minha responsabilidade, independentemente de com quem eu esteja conversando.

Em outras palavras, quando eu evitava ter conversas difíceis, eu estava fugindo da minha responsabilidade como Estoico. Pior ainda, eu estava me calando diante de situações que eu tinha muito a agregar. Eu estava indo contra os meus próprios valores e virtudes.

Segundo cenário: O silêncio nem sempre é a melhor resposta.

Em conversas estúpidas e que não agregam o menor valor para as duas partes, vale muito a pena se calar. 

Mas o meu caso naquela empresa era completamente diferente: lá eu era o growth hacker. O meu dever, por definição, era fazer a empresa crescer. Eu tinha a obrigação moral de me pronunciar toda vez que eu visse algo que pudesse prejudicar o crescimento da empresa.

Tendo isso em mente, é mais fácil entender o porquê evitar conversas difíceis é tão destrutivo. Porém existe algo muito mais destrutivo do que simplesmente não cooperar para o crescimento coletivo: o meu crescimento individual entra em risco quando eu me calo.

Conversas difíceis só são difíceis porque nós seremos confrontados. Ponto.

Aquilo que acreditamos ser o melhor caminho, a melhor ideia, ou a melhor decisão pode ser que esteja errado. Pode ser que nossas convicções estejam equivocadas. E quando você é exposto a esse tipo de equívoco, você recebe também uma oportunidade de melhoria e autodesenvolvimento.

Mas quando se evita ter esse tipo de conversa, você passa a se isolar dentro dos seus próprios pensamentos de mundo. Tudo que você acredita passa a ser uma verdade absoluta.

Por que isso é tão ruim? Porque toda verdade absoluta gera estagnação.

Se você está tão certo sobre algo, para quê questionar aquilo de novo, não é mesmo?

Sem questionamento não há movimento. Sem movimento você é deixado para trás.

Em poucas semanas de empresa... eu estagnei. Esse foi o princípio do meu fracasso.

Tenha coragem para dizer o que deve ser dito

Conversas difíceis não são apenas sobre decisões de marketing. Uma conversa difícil pode ser você convencer um amigo a parar de fumar, dizer para alguém acima de você que essa pessoa está errada, fazer seus pais mudarem a dieta deles para uma mais saudável, negociar um aumento ou um cargo melhor… ou simplesmente dizer para si mesmo, em frente a um espelho, que você precisa mudar.

Nessas conversas você está mais exposto do que nunca. Você se coloca a prova. E é justamente por isso que são dessas conversas que surgem os maiores avanços da humanidade.

Sócrates era esse cara. Era o sujeito que questionava tudo e todos. Não é toa que a história da filosofia grega clássica é dividida entre pré-socráticos e pós-socráticos (ou período helenístico).

Se você está com medo de ter esse tipo de conversa é porque você tem algo a perder. Significa, portanto, que você está muito apegado a algo. Esse tipo de apego a coisas exteriores é o que gera sofrimento. E o medo de sofrer impede a ação.

Portanto aja. Tenha coragem para dizer o que deve ser dito. Aproveite cada oportunidade para se autodesenvolver. — esse é o conselho que eu não me dei quando estava na marketing, mas é o conselho que eu passei a seguir depois de fracassar.

Não reconhecer quando não sei algo

Esse ponto aqui é um pouco mais óbvio. Se você não assume que não sabe algo, como você poderá aprender alguma coisa nova? Mas óbvio não significa que não haja risco de cometer esse erro.

Eu tinha um mal gigantesco, quando entrei em marketing. Eu acreditava que sucesso e estabilidade se tratavam de imagem. “Se eu aparentar que sei, serei respeitado por isso”.

Se eu pudesse voltar no tempo, eu não mudaria esse pensamento. Foi justamente ele que me levou a fracassar, e foi esse fracasso que me transformou em quem sou hoje. Mas certamente eu voltaria para dar um tapa na minha cara por dizer isso — essa oportunidade eu não perderia.

Epiteto costumava dizer que o que impede pessoas de fazerem algo novo não é o medo de errarem, mas o medo de parecerem estúpidas ao tentarem.

Sim, eu tinha medo de parecer estúpido. Tinha medo de parecer não capacitado para a função. Mas growth hacking trata-se justamente de não parar de aprender. Marketing é uma área que se atualiza diariamente. Não se propor a aprender é sinônimo de não estar capacitado para atuar em growth.

No entanto, eu quero fazer uma extensão desse pensamento para uma outra área da vida: a vida, em geral.

A mudança é a única constante da vida. Se você deixa de se mover e se aprimorar, a vida passa e passa por cima de você. Portanto se manter aprendendo é a única forma de se capacitar para viver.

“Você não precisa saber tudo”, era o que eu deveria me dizer em frente ao espelho, “você só precisa saber aprender”.

Aprender a dizer “não sei” quando não souber a resposta

O que eu fazia em marketing quando eu não tinha a resposta? Eu inventava uma.

Feio… eu sei…

Mas o pior de tudo é que eu acreditava na minha resposta. Eu conseguia me enganar muito bem.

A propósito, é muito fácil enganar a nós mesmos. Quando mentimos, nós somos os primeiros a comprar a mentira. Esse é o primeiro passo para se desvirtuar… é uma pequena pedra no caminho, mas que é muito fácil tropeçar nela.

A maneira mais saudável de evitar esse tropeço é dizer “eu não sei”... ou melhor: “eu não sei, mas posso aprender”.

É muito melhor estar apto a procurar por uma resposta do que fingir tê-la quando você não a tem.

Assumir desafios fáceis demais.

O que eu mais queria, quando recebi a proposta para trabalhar em marketing, era ficar de boa.

Eu consigo lembrar claramente de passarem pela minha cabeça pensamentos como: “eu sei o suficiente para não ser demitido” e “vai ser tranquilo fazer o trabalho de growth lá, eu sei mais sobre o assunto do que o restante da empresa”.

São pensamentos medíocres.

O que eles significam, de verdade, é que eu queria me fechar em um mundinho perfeito, sem preocupações com nada e ter uma vida inerte. Algo como: “ganhar bem”, ter os finais de semana livre e viver bons anos esperando que nada de ruim aconteça.

Naturalmente se alguém me dissesse isso lá atrás, eu negaria. Eu jamais aceitaria que estava sendo medíocre. Mas é justamente assim que a mediocridade começa.

Ser medíocre significa nunca fazer nada na sua vida além do esforço mínimo. Manter-se na média.

E todos que estão confortáveis com esse estilo de vida farão um sobreesforço para se manter nele. Assim como eu fiz quando estava em marketing.

Mas o que pessoas medíocres não sabem é que mediocridade é veneno. Quanto mais você toma dessa dose, mais você definha sua capacidade de pensamento e a sua capacidade de ação.

Fuja do comodismo

Como saber se você está sendo medíocre ou não?

Não é difícil: basta observar se as ações que você se propôs a fazer estão fáceis demais. Se tudo estiver muito fácil, desconfie de você mesmo. Se proponha a fazer algo mais difícil.

Para sair um pouco da abstração, aqui vai um exemplo prático.

Eu estive sedentário por bastante tempo (quase um ano e meio). Então quando eu voltei a praticar exercício foi bizarramente difícil. Eu decidi começar a correr, mas eu era a criatura mais desengonçada correndo que você pode imaginar: eu não tinha fôlego, pisava torto no chão, suava que nem um porco e voltava da corrida quase morrendo.

Isso significa que correrem si seja difícil? Não. Significa apenas que eu não sabia como correr.

As coisas só são difíceis quando nós não sabemos como fazê-las.

E agora que eu estou dominando a corrida, qual é o próximo passo? Correr uma distância ainda maior. Se eu estou correndo 8km, eu quero me propor a correr 20km. E quando eu estiver correndo 100km em um dia, eu vou começar a nadar, depois andar de bicicleta e me desafiar a fazer iron-man.

Propor esse tipo de desafio a si mesmo é o que te empurra a continuar se desenvolvendo e se aprimorando. Todos nós somos capaz de fazermos muito mais do que imaginamos. Mas só conseguimos descobrir essa capacidade quando nos colocamos à prova.

V

Crescer e se desenvolver é sobre sair da sua zona cômoda. É sobre assumir riscos e tomar decisões difíceis.

Eu jamais conseguiria ser um profissional de growth na época naquela empresa. Eu era demasiado covarde, acomodado e ignorante para fazer o que era preciso ser feito.

Mas foi justamente por causa dessa autossabotagem que eu comecei a estudar o Estoicismo. Eu sentia que eu era a única pessoa bloqueando meu caminho. Eu até tentava avançar e progredir, mas minhas pernas se recusavam a andar.

Quando comecei a estudar sobre a dicotomia de controle Estoica, amor fati, memento mori, praemeditatio malorum e outros conceitos dessa filosofia, ficou muito claro para mim que se eu era o obstáculo no meu caminho, eu precisaria me transformar para abrir um novo caminho.

Foi assim, ao perceber e trabalhar para mudar esses três comportamentos tóxicos, que eu consegui finalmente entender o que é growth.

Já não estou mais naquela empresa, não há mais o que eu possa fazer por eles. Mas ainda vivo a minha vida e há muita coisa que eu possa fazer daqui para frente para que ela seja digna de ser vivida.

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